Termelétricas, NÃO!

Enfrentamos a indústria de combustíveis fósseis para que ela pare com projetos em carvão, petróleo e gás e promova energia livre e limpa para todos. Uma das principais ameaças a este movimento no Brasil é o incentivo à construção de novas usinas termelétricas.

 

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Enfrentamos a indústria de combustíveis fósseis para que ela pare com projetos de carvão, petróleo e gás, e promova energia livre e limpa para todos. Uma das principais ameaças a este movimento no Brasil é o incentivo à construção de novas usinas termelétricas, que além de serem poluentes, consomem enorme quantidade de água e contribuem para o aquecimento global com a grande quantidade de emissões de CO2 para a atmosfera. Defendemos o desenvolvimento com geração de energia a partir de fontes renováveis, livres e acessíveis para todos – como sol e vento -, que não prejudicam o ambiente ou as populações.

PECÉM (CEARÁ)

O Ceará é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do Brasil no setor  de geração elétrica. No estado funciona a Termelétrica de Pecém, que além de consumir 2 milhões de metros cúbicos de água por mês (suficiente para o consumo de 600 mil pessoas), emite quase a metade dos gases de efeito estufa produzidos no estado. Atualmente, a região sofre uma severa crise hídrica e boa parte da água do Complexo do Castanhão, o maior reservatório de água doce do Estado, está sendo destinada à termelétrica e não à população.

Como se não bastasse, o carvão utilizado na geração de energia é transportado de navio da Colômbia até o Porto de Pecém. A matéria-prima viaja 13 quilômetros numa esteira, fazendo com que o pó de carvão se espalhe e provoque doenças respiratórias e de pele em quem encontra pelo caminho.

PERUÍBE (SÃO PAULO)

No litoral paulista, a comunidade de Peruíbe vem lutando arduamente para impedir a construção de uma usina que representa ameaça à biodiversidade, à qualidade de vida e à economia do município – já que Peruíbe tem no turismo ecológico seu maior potencial.

Além da poluição do ar e liberação de gases do efeito estufa, estudos apontam o uso da água do mar e a devolução dessa água dessalinizada e contaminada, acarretando perda de biodiversidade marinha, em um local que conta com status de estância balneária. Quase a metade do território do município é composto por unidades de conservação, com presença de aldeias indígenas, que serão duramente impactadas pela obra.

A mobilização contra a termelétrica reúne a sociedade civil, organizações e coletivos – como o CALS, o Movimento contra as agressões à natureza (MoCAN) e Raízes -, além de representantes de territórios tupi-guarani que seguirão lutando para impedir os perigos do projeto industrial da Gastrading Comércio de Energia.

Termelétricas, NÃO! [Peruíbe]

PONTAL DO PARANÁ

O projeto de construção de uma estrada sobre áreas de Mata Atlântica preservada em Pontal do Paraná, município do litoral paranaense, acende o alerta sobre o perigoso plano que está por trás da obra. A rodovia é parte de uma “faixa de estrutura”, projeto que inclui um canal de drenagem, uma ferrovia, uma linha de transmissão e um gasoduto, que servirão a uma futura usina termelétrica no Complexo Portuário, já em instalação no local.

A usina, que poderá utilizar gás de xisto, representa riscos efetivos de contaminação química, atmosférica, além do alto risco de acidentes – explosões ou vazamentos, que podem acabar com a biodiversidade local. Na região de Pontal do Paraná estão diversas áreas de preservação ambiental – e um dos principais destinos turísticos do estado: a Ilha do Mel, agora sob risco.

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