Seja nas grandes ou pequenas cidades, pessoas negras, brancas ou não-negras de comunidades etnicamente diversas marcharam pelas ruas, realizaram vigílias e se organizaram para pressionar as autoridades locais e estaduais a defenderem as vidas das pessoas negras em todos os 50 estados dos Estados Unidos nas últimas duas semanas.

Mas o levante não para por aí. Comunidades de todo o mundo foram às ruas na semana passada, tanto em solidariedade às mobilizações nos EUA quanto para combater o racismo antinegro localmente. Do Brasil ao Reino Unido, da {/t3 Espanha à Coreia do Sule da Itália à Nova Zelândia, as pessoas têm protestado, demonstrando que combater a supremacia branca requer uma resposta global e que o movimento para defender vidas negras se estende muito além dos Estados Unidos.

 

Assuma o compromisso em defesa das vidas negras 

Embora o racismo antinegro e a supremacia branca tenham uma história bastante específica nos Estados Unidos, eles também estão enraizados globalmente, no legado do colonialismo. No Reino Unido, a pandemia da covid-19 trouxe à tona diferenças de tratamento enfrentadas por comunidades negras britânicas que são semelhantes àquelas enfrentadas por comunidades negras nos EUA, e existem inúmeros casos de negros mortos pela polícia britânica que não foram levados à justiça. No Brasil, quase 75% das pessoas mortas pela polícia nos últimos anos eram negras, incluindo João Pedro Matos Pinto, um adolescente de 14 anos morto a tiros em maio, durante uma bagunçada operação policial. Em Guangzhou, na China, há notícias que mostram fotos e vídeo de policiais detendo africanos usando a disseminação do coronavírus como desculpa, enquanto várias empresas recusaram atendimento aos clientes negros. Na Índia, estudantes africanos enfrentaram ataques brutais de multidões nos últimos anos.

Muita coisa pode acontecer em uma semana

Em resposta, mobilizações contra o racismo foram se espalhando pelo mundo a um ritmo sem precedentes. Milhares de pessoas marcharam pelas ruas em Madri e Barcelona no domingo de manhã, carregando inúmeros cartazes que diziam “Vidas Negras Importam”. Em Bristol, na Inglaterra, os manifestantes derrubaram uma estátua de um comerciante de escravos do século XVII, Edward Colston, no domingo e a jogaram na água, em um porto próximo ao local. Isso provocou um enorme debate nacional sobre o terrível legado do colonialismo e da escravidão representado por monumentos públicos para seus arquitetos.

 

Um protesto realizado em Joanesburgo, na África do Sul, denunciou o assassinato de George Floyd e pediu aos líderes sul-africanos que fizessem mais para impedir a brutalidade policial localmente. No Rio de Janeiro, centenas se reuniram em frente ao palácio do governo do estado na semana passada, exigindo justiça pelos assassinatos de moradores negros das favelas da cidade cometidos pela polícia.

 

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Ato #VidasNegrasImportam na Candelária, Rio. Foto: @andre.mantelli #vidasnegrasimportam #paremdenosmatar

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No fim de semana passado, dezenas de milhares de pessoas desafiaram os pedidos do primeiro-ministro da Austrália para que não protestassem e se juntaram ao Black Lives Matter em Sydney, Melbourne, Brisbane e outras cidades, chamando atenção especial para a morte de povos indígenas pela polícia.

Na sexta-feira, manifestantes turcos se reuniram do lado de fora do Trump Towers, em Istambul, para condenar o assassinato de George Floyd. Em Seul, na Coreia do Sul, manifestantes se uniram a um protesto em solidariedade ao Black Lives Matter no sábado, denunciando o racismo contra minorias no país. Em Berlim, na Alemanha, mais de 15.000 pessoas se reuniram para um protesto chamado “Não ao racismo”, carregando cartazes que diziam “Parem de fingir que seu racismo é patriotismo” e “Alemanha, você não é inocente”.

Esses protestos são um sinal promissor de um movimento global de solidariedade racial para abordar o legado do colonialismo e para desmantelar a supremacia branca.

A 350.org mobilizou pessoas em todo o mundo para interromper os negócios do dia a dia e participarem de nossos esforços para conter a crise climática – e sabemos que, para realmente enfrentar a crise climática, precisamos enfrentar e acabar com o racismo sistêmico e a extração colonial em todos os níveis.

Não existe recuperação justa para o clima, sem abordar a extração, violência e danos sistêmicos contra comunidades negrasSe você estiver pronto para agir em defesa das vidas negras, assine esta promessa hoje:

Eu estou com vocês

 

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